segunda-feira, 6 de agosto de 2012

"A sua paz interior deve ser a sua meta de vida; quando sentir um vazio na alma, quando acreditar que ainda falta algo, mesmo tendo tudo, remeta o seu pensamento para os seus desejos mais íntimos e busque a divindade que existe dentro de si."
 - Aristóteles -

quinta-feira, 26 de julho de 2012

DIA DOS AVÓS

Um belo dia, sem que lhe fosse imposta
nenhuma das agonias da gestação ou parto,
o doutor lhe põe nos braços uma criança. Completamente grátis - nisto é que está a maravilha. Sem dores, sem choro, aquela criancinha da sua raça, da qual morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade perdida.
No entanto - no entanto! - nem tudo são flores no caminho da avó.
Há acima de tudo, o entrave maior, a grande rival: a mãe. Não importa que ela em si, seja sua filha. Não deixa por isso de ser a mãe. Não importa que ela ensine à criança a lhe dar beijos e a lhe chamar de "vovozinha" e lhe conte que de noite, às vezes, ela de repente acorda e pergunta por você. São lisonjas, nada mais.
Rigorosamente, nas suas posições respectivas, a mãe e a avó representam, em relação ao neto, papéis muito semelhantes ao da esposa e da amante nos triângulos conjugais. A mãe tem todas as vantagens da domesticidade e da presença constante. Dorme com ele, dá-lhe de comer, dá-lhe banho, veste-o. Embala-o de noite. Contra si tem a fadiga, a rotina, a obrigação de educar e o ônus de castigar.
Já a avó não tem direitos legais, mas oferece a sedução do romance e do imprevisto. Mora em outra casa. Traz presentes. Faz coisas programadas, leva a passear, "não ralha nunca", deixa se lambuzar de pirulito. Não tem a menor pretensão pedagógica.
Até as coisas negativas se viram em alegrias quando se intrometem entre avó e neto: o bibelô que se quebrou porque ele - involuntariamente! - bateu com a bola nele. Está quebrado e remendado, mas enriquecido com preciosas recordações: os cacos na mãozinha, os olhos arregalados, o beiço pronto para o choro; e depois o sorriso malandro e aliviado porque ninguém zangou, o culpado foi a bola mesmo, não foi, vó?
Era um simples boneco que custou caro.
Hoje é relíquia: não tem dinheiro que pague!

(Raquel de Queiroz)

terça-feira, 12 de junho de 2012

DIA DOS NAMORADOS


"Eu poderia viver de amor se o corpo não sentisse fome e sede. Eu não poderia viver sem amor, mesmo com todo meu corpo saciado. O amor dá uma razão à vida, dá mesmo muitas razões. E também muitas lições... essas que nunca aprendemos de cor, que reprovamos e ainda ficamos contentes de repetir o ano.
Eu cantaria o amor minha vida inteira, mergulhada num romantismo sem remédio, se o dia-a-dia não me acordasse. Eu queria revelar o que aprendi se as palavras não me faltassem tanto, se pudesse exprimir o que me vai na alma, se pudesse, eu mesma, me ouvir e compreender que a dor do amor é bonita, que as lágrimas de amor são doces e que quando alguns sonhos voam outros nascem da terra. Eu queria... mas no amor sou leiga, apenas uma aprendiz e feliz em sê-lo." Letícia Thompson.

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