cartonagem - pintura em porcelana, tela, madeira, tecido - costurinhas e outras artesanías
terça-feira, 12 de junho de 2012
DIA DOS NAMORADOS
"Eu poderia viver de amor se o corpo não sentisse fome e sede. Eu não poderia viver sem amor, mesmo com todo meu corpo saciado. O amor dá uma razão à vida, dá mesmo muitas razões. E também muitas lições... essas que nunca aprendemos de cor, que reprovamos e ainda ficamos contentes de repetir o ano.
Eu cantaria o amor minha vida inteira, mergulhada num romantismo sem remédio, se o dia-a-dia não me acordasse. Eu queria revelar o que aprendi se as palavras não me faltassem tanto, se pudesse exprimir o que me vai na alma, se pudesse, eu mesma, me ouvir e compreender que a dor do amor é bonita, que as lágrimas de amor são doces e que quando alguns sonhos voam outros nascem da terra. Eu queria... mas no amor sou leiga, apenas uma aprendiz e feliz em sê-lo." Letícia Thompson.
DIA DOS NAMORADOS
POEMA DOS ENAMORADOS
Eu quero passar todos os dias na tua vida
Na hora da chegada e na breve hora da partida
Ouvir tua voz em tantos sons e melodias
Lembrar de ti por tua paz, por teu amor e alegria.
E na alegria eu vou passar todos os dias do teu lado
No aconchego do teu corpo delicado
Dar-te meus braços em abraços bem selados
Trocar contigo mil beijos e afagos
E nesses tantos beijos e afagos tão bem dados
Faremos juntos um caminho de carinho escancarado
Cumprindo bem nosso destino lado a lado.
Nosso destino de sermos dois e, assim, de sermos sempre:
Dois amantes, dois amados, dois corações apaixonados...
Eternamente, entre nós, enamorados!
Adriano Hungaro
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Afinidade
Afinidade pode não ser o mais brilhante, mas é o mais sutil, delicado, penetrante e o mais independente dos sentimentos.
Ter afinidade é muito raro, mas quando acontece não precisa de códigos verbais para se manifestar. O que se tem dificuldade de se expressar um "não" ou um "sim", saem simples e espontaneamente diante de alguém com quem se tem afinidade.
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias ou as impossibilidades. Quando se tem afinidade, basta um reencontro para que a relação retorne, o dia logo recomeça e o afeto retorna ao exato ponto em que foi interrompido.
Ter afinidade é ficar de longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionaram, comoveram ou mobilizaram. É ficar conversando sem trocar uma palava, é receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento. É não sentir-se "com", nem sentir-se "contra", não sentir-se "para", nem sentir-se "por", muito menos "pelo". Quanta gente ama loucamente, mas se sente "contra" o ser amado. Alguns amam muito e se sentem "para" o ser amado e não para eles próprios.
Sentir-se "com" é não ter necessidade de dar explicações sobre o que se está sentindo, basta olhar e perceber. É muito mais calar, ou falar sem necessitar explicar, apenas dizer.
Quem não tem afinidade questiona por não aceitar. Só entra em uma relação rica e saudável, quem primeiro aceita para poder questionar, não negando ao outro a possibilidade de ser o que é, como é, da maneira que é e, uma vez aceitando-o como é não se faz necessário questionar.
A afinidade é um sentimento singular, discreto e independente, porque não precisa de tempo para existir. É sensível e exige apenas uma coisa, que as pessoas evoluam semelhantemente e que a erosão, o amadurecimento ou aperfeiçoamento sejam no mesmo grau, porque o que define a afinidade é a sua existência contínua.
Afinidade é sentir "coisas" semelhantes e iguais esperanças permanentes. É conversar em silêncio sobre as possibilidades exercidas e das impossibilidades vividas.
Ter afinidade é muito raro, mas quando acontece não precisa de códigos verbais para se manifestar. O que se tem dificuldade de se expressar um "não" ou um "sim", saem simples e espontaneamente diante de alguém com quem se tem afinidade.
Ter afinidade é ficar de longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionaram, comoveram ou mobilizaram. É ficar conversando sem trocar uma palava, é receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento. É não sentir-se "com", nem sentir-se "contra", não sentir-se "para", nem sentir-se "por", muito menos "pelo". Quanta gente ama loucamente, mas se sente "contra" o ser amado. Alguns amam muito e se sentem "para" o ser amado e não para eles próprios.
Sentir-se "com" é não ter necessidade de dar explicações sobre o que se está sentindo, basta olhar e perceber. É muito mais calar, ou falar sem necessitar explicar, apenas dizer.
Quem não tem afinidade questiona por não aceitar. Só entra em uma relação rica e saudável, quem primeiro aceita para poder questionar, não negando ao outro a possibilidade de ser o que é, como é, da maneira que é e, uma vez aceitando-o como é não se faz necessário questionar.
A afinidade é um sentimento singular, discreto e independente, porque não precisa de tempo para existir. É sensível e exige apenas uma coisa, que as pessoas evoluam semelhantemente e que a erosão, o amadurecimento ou aperfeiçoamento sejam no mesmo grau, porque o que define a afinidade é a sua existência contínua.
Afinidade é sentir "coisas" semelhantes e iguais esperanças permanentes. É conversar em silêncio sobre as possibilidades exercidas e das impossibilidades vividas.
"Julieta A. Feitosa"
Sempre gostei muito desse texto, me lembra um tempo em que convivia com uma, dessas amigas em que tudo se baseia em afinidades. Foi ela quem me trouxe esse texto, em uma época já tão distante (14/05/1993). A vida nos afastou em quase todos os sentidos, mas a afinidade é tão grande, que se um dia nos reencontrarmos será como se a separação e o tempo não tivesse existido. Ela sabe que sempre estarei de braços abertos para sua amizade.
RaSena
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