segunda-feira, 16 de maio de 2011

Ave Maria



Ave Maria
nos seus andores
Rogai por nós 
os pecadores

abençoai destas terras morenas
seus rios, seus campos e as noites serenas
abençoai as cascatas e as borboletas que enfeitam as matas

Ave Maria
cremos em vós
Virgem Maria
rogai por nós

Ouví as preces
murmúrios de luz
que aos céus acendem
o vento conduz
conduz a vós
Virgem Maria
Rogai por nós
Ave Maria
(Jaime Redondo e Vicente Paiva)

"Tenho essa oração há muitos anos entre os meus guardados, mas é uma canção.
Coisa boa essa internet que nos diz de onde vem alguns escritos que anotamos e não sabemos quem foi o poeta que nos trouxe essas lindas inspirações, uma das artistas que canta essa música é Fafá de Belém."

sexta-feira, 13 de maio de 2011

PROFISSÃO: MÃE



Uma mulher chamada Ana foi renovar sua carteira de motorista.
Pediram-lhe para informar qual era sua profissão.
Ela hesitou, sem saber como se classificar.

"O que eu pergunto é se tem algum trabalho", insistiu o funcionário.
"Claro que tenho um trabalho" exclamou Ana. "Sou mãe!"

"Nós não consideramos mãe um trabalho. Vou colocar dona de casa", disse o funcionário friamente.

Não voltei a lembrar-me desta história até o dia em que me encontrei em situação idêntica. A pessoa que me atendeu era obviamente uma funcionária de carreira, segura, eficiente, dona de um título sonante.

"Qual é a sua ocupação?" perguntou.
Não sei o que me fez dizer isto. As palavras simplesmente saltaram-me da boca para fora: "Sou Doutora em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas."

A funcionária fez uma pausa, a caneta de tinta permanente a apontar pra o ar, e olhou-me como quem diz que não ouviu bem.
Eu repeti pausadamente, enfatizando as palavras mais significativas.

Então reparei, maravilhada, como ela ia escrevendo, com tinta preta, no questionário oficial.

"Posso perguntar" disse-me ela com novo interesse "o que faz exatamente?"

Calmamente, sem qualquer traço de agitação na voz, ouvi-me responder: "Desenvolvo um programa de longo prazo (qualquer mãe faz isso), em laboratório e no campo experimental (normalmente eu teria dito dentro e fora de casa).
Sou responsável por uma equipe (minha família), e já recebi quatro projetos (todas meninas).
Trabalho em regime de dedicação exclusiva (alguma mulher discorda?).
O grau de exigência é a nível de 14 horas por dia (para não dizer 24)"

Houve um crescente tom de respeito na voz da funcionária, que acabou de preencher o formulário, se levantou, e pessoalmente abriu-me a porta.

Quando cheguei em casa, com o título da minha carreira erguido, fui recebida pela minha equipe: uma com 13 anos, outra com 7 e outra com 3.

Do andar de cima, pude ouvir meu novo experimento - um bebê de seis meses - testando uma nova tonalidade de voz.
Senti-me triunfante!

Maternidade... que carreira gloriosa!

Assim, as avós deviam ser chamadas Doutora-Sênior em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas, as bisavós Doutora-Executiva-Sênior em Desenvolvimento Infantil e em Relações Humanas e as tias Doutora-Assistente.

Uma homenagem carinhosa a todas as mulheres, mães, esposas, amigas, companheiras, Doutoras na Arte de Fazer a Vida Melhor!



"esse é um texto que recebí pelo email, deve circular muito pela net, mas não importa como ele chegue a nós, o importante é a mensagem, a realidade da desvalorização da profissão mãe"
Tenham um lindo final de semana.

domingo, 8 de maio de 2011

DIA DAS MÃES - ROSA


A Rosa



Tu és, divina e graciosa estátua majestosa

do amor, por Deus esculturada

e formada com o ardor,
da alma da mais linda flor, de mais ativo olor
e que na vida é a preferida pelo beija-flor.



Se Deus lhe fora tão clemente aqui neste oriente de luz

formada numa tela deslumbrante e bela,

teu coração, junto ao meu lanceado
pregado e crucificado sobre a rosa cruz do arfante peito teu



Tu és a forma ideal, estátua magistral

oh alma perenal, do meu primeiro amor, sublime amor.



Tu és de Deus a soberana flor

Tu és de Deus a criação de todo o coração

cintilas um amor
o riso, a fé, a dor em sândalos olentes cheios de sabor
em vozes tão dolentes quanto um sonho em flor
És láctea estrela, és mãe da realeza
és tudo enfim que tem de belo,
todo o resplendor da santa natureza
Perdão se ouso confessar-te, eu hei de sempre amar-te
Oh flor! Meu peito não resiste,
Ah, meu Deus o quanto é triste,
a incerteza de um amor que mais me faz penar
em esperar em conduzir-te um dia aos pés do altar
Jurar, aos pés do onipotente
em versos comoventes de luz,
e receber a unção da tua gratidão,
depois de remir, teus desejos
em nuvens de beijos hei de envolver-te
até o meu padecer, de todo fenecer

Pixinguinha

Poesia, a gente lê com o coração.A poesia dessa música é para a Rosa flor? Para a Rosa - primeiro amor?ou, para a Rosa - Mãe?sua  melodia é tão suaves, fala de um amor tão sublimado! dedico, essa música, essa poesia, à minha mãe, à minha avó - à todas as mães com seu amor sublime, doce, que muitas vezes tem que se fazer severa, disciplinada, simplesmente porque ser mãe.e, quando ela fala do primeiro amor, sublime amor, não é amor de mãe e de filho?FELIZ DIA DAS MÃES!

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